Regina Mitra - Hipnose e Psicologia Clínica 
A MENTIRA
A MENTIRA

pinóquio             A       M E N T I R A

Recorrer a mentira ou esconder a verdade, afinal todos nós mentimos quando dizemos algo contrário da verdade, quando emitimos uma sentença falsa.

Dizer uma mentira NÃO é a mesma coisa que SER mentiroso.

Mentir com frequência pode ser um indício de sério problema de saúde mental mas, temos que saber distinguir um caso patológico e ter a certeza que pode se tratar de uma PSEUDOLALIA ou MENTIRA PATOLÓGICA.

Neste sentido, é importante saber distinguir o mentiroso patológico e alguém que está simplesmente a mentir. É importante perceber se a pessoa que mente acredita na sua mentira pois, este dado fará a grande diferença no diagnóstico.

  • Existem ainda aqueles que mentem com muita frequência mas não acreditam nas suas mentiras, no entanto sentem um certo prazer em mentir, criar alegorias, mas sabem que são inverdades.
  • Existem as pessoas que mentem frequentemente e que acreditam na sua própria mentira, como se elas fossem reais e verdadeiras.

Há de se referir também que, pessoas que contam histórias de forma sistematizadas, de forma confortável, delirante, com alterações do pensamento, que inventa, cria e crê nas suas histórias, sofrem de um distúrbio conhecido como MITOMANIA.

O mitomaníaco cria uma ilusão, fantasias, alegorias, e acredita que ela seja real, chegando a confrontar com a realidade de forma serena, constatando assim um transtorno dissociativo.

Possuidor de uma baixa auto-estima, dificuldade em aceitar-se.

Os factores que despoletam esta patologia não estão isoladas e podem ser as mais variadas: genética, experiências traumáticas, relacionamentos disfuncionais, histórico de vida, entre outros.

                                             C R I A N Ç A

Quantas histórias contamos para as crianças com verdadeiros cenários de fantasias e contos de fadas?

Quantas vezes os adultos mentem em frente a uma criança? E ela percebe exatamente o que está acontecendo?

A criança estaria a perceber bem o contexto daquilo que ouviu ou daquilo que realmente aconteceu?

Que motivos poderiam levar a criança a mentir? Qual a noção que a criança tem de estar a mentir? 

Cabe ao cuidador investigar as causas que levam a criança a ter determinados comportamentos que podem levar a consequências menos aconselháveis para uma boa relação com a família, com a escola e com a sociedade, e saber lidar com aquilo que julga ser mentira ou que esteja a esconder a verdade.

É muito importante ajudar a criança a distinguir a realidade do mundo fictício das ilusões e fantasias.

O passo seguinte é perceber se existe a intenção de mentir. Neste caso, o porque desta intenção? Teria a criança medo de ser castigada? Teria interesse em conseguir alguma coisa que deseja? Teria receio de desiludir alguma pessoa? 

Mas se o cuidador percebe que a mentira já se torna um comportamento frequente, saiba que que ela também poderá estar em sofrimento emocional. O comportamento desta criança passa a ser de extrema ansiedade, com medo e receio que possa ser descoberta e, consequentemente sofrerá humilhação, poderá ser castigada, privada de coisas que gosta de fazer.

Tudo isto nos leva a chegar numa única conclusão: Evita-se utilizar o castigo como recurso de educação. Reforce sim a relação de confiança, ajude-a a compreender a diferença entre mentir e criar fantasias, faça-a perceber como reparar este erro, que estará ali sempre ao lado dela e que ajudará a assumir as responsabilidades.

E quando esta criança tiver um comportamento de reeducação da verdade, execute o comportamento positivo, transmita-lhe carinho, afeto e segurança.

Aborde sempre com muita calma este assunto, a criança já está a espera que isto possa acontecer e está amedrontada, seja paciente e ajude a criança a reparar os danos causados sem nenhuma necessidade de agredi-la física ou verbalmente, e sem priva-la daquilo que a fazer feliz.

                                               J O V E N S

Os jovens ou os adolescentes na fase da puberdade sentem a clara necessidade de auto-afirmarem-se perante o grupo ou os pares. Desta forma, muitos tendem a elaborar histórias, exagerar para impressionar, tentar levar vantagem, expôs a sua vida pessoal e financeira um tanto fora da realidade. Mas atenção: Isto é normal e natural. Será uma fase e a tendência é passar, é normalizar num ritmo mais saudável.

                                               A D U L T O S

Os adultos passam por situações de grandes conflitos com o seu próprio “EU”. Muitas vezes sentem a necessidade de mentir para não ferir, para não se ferirem, para minimizar o sofrimento das pessoas. Pode ser uma mentira um tanto desvalorizada mas, é sempre uma mentira, e o adulto terá que assumir as responsabilidades de tal ato.

A vergonha e o constrangimento poderá dificultar as relações em sociedade, em família, e há de se perceber quando estamos a lidar com uma mentira ou com um mentiroso, e quando procurar ajuda.

No caso do mitomaníaco, este cria uma falsa realidade com o objetivo de defesa. Assim pensa que consegue se proteger do trauma, por exemplo.

                                             T R A T A M E N T O

Recorrer a mentira ou esconder a verdade.

É muito importante conhecer a história de vida da pessoa, e o tratamento fica ainda mais eficiente se a família também for orientada para saber conviver com o problema.

É muito importante compreender os motivos que levam as pessoas a mentirem.

Uma terapia que visa traze-lo a razão, instrui-lo a recuperar a confiança da sociedade e ajuda-lo na reinserção social.

O diagnóstico do psicólogo é fundamental para se conseguir definir exatamente qual é a patologia, e em alguns casos poderá ser necessário o acompanhamento psiquiátrico para administração de medicamentos.

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