Regina Mitra - Hipnose e Psicologia Clínica 
Dependência Química
Dependência Química

A DEPENDÊNCIA QUIMICA

 

         Os transtornos psíquicos associados ao uso de substâncias psicoativas ou dependência química acontecem devido ao consumo dessas substâncias que alteram o comportamento e o estado do humor. Uma vez iniciado o consumo, este poderá acarretar sérios problemas para o usuário e para a sociedade. Entre a dependência grave e a moderada, dito social, existe um continuum, quer dizer, não há fronteira nítida entre o simples uso, o abuso e a dependência e as denominações correspondentes são muito imprecisas: uso de risco, uso problemático, uso prejudicial, uso desbragado, etc.

         A dependência de substâncias psicoativas tem como resultado, consequências desastrosas pois, na maioria das vezes a droga vai assumindo um papel progressivamente mais e mais importante na vida do usuário, ultrapassando as mais básicas necessidades, este reduz suas actividades e seu círculo social que vão se vinculando ao uso da substância.

         O uso aceitável e a dependência (plena patologia) de uma substância tem de ser arbitrada por um critério multidimensional.

         A OMS (CID-10) define fármaco dependências como “ um conjunto de fenómenos fisiológicos comportamentais e cognitivos, nos quais o uso de uma substância ou classe de substâncias torna-se prioritário em relação a outros comportamentos que antes tinham maior importância para um individuo”.

         O indivíduo passa, então, a fazer coisas que não fazia sem o uso da substância e deixa de fazer coisas que antes do uso dela fazia. E a partir desta definição, são propostas as seguintes diretrizes para o diagnóstico:

         a) Um forte desejo ou compulsão para usar a substância;

         b) Uma dificuldade de controlar o comportamento em relação ao uso da substância, quanto ao início, final e níveis de uso, bem como quanto ao intervalo entre o uso (perda da liberdade ou da auto-determinação frente ao ato);

         c) Uma "síndrome de abstinência" (em nível físico ou psíquico), quando o uso da substância é interrompido ou reduzido, com alívio da sintomatologia, se ela lhe é oferecida novamente (dependência química);

         d) Formação de tolerância, de sorte que doses crescentes da substância psicoativa são necessárias para se obter os efeitos originalmente produzidos por doses menores (o usuário, por exemplo, toma uma dose de álcool ou aspira uma de cocaína suficiente para matar ou incapacitar uma pessoa não dependente);

         e) Desinteresse progressivo por atividades ou prazeres alternativos, estando o tempo e a energia polarizados para obter ou utilizar a substância, bem como para se recuperar de seus efeitos;

         f) Persistência no uso da substância, a despeito das condições obviamente danosas à saúde (cirrose, demência, lesão do septo nasal etc. etc.) ou à sociedade (atividade criminal para obter a droga);

         g) Consciência da compulsão para usar a droga durante as tentativas de parar seu uso. 

         O que leva uma pessoa, após experimentar a droga, a tornar-se dependente dela? Não há uma resposta simples e única para tal pergunta mas, consideramos a interação de, pelo menos, três fatores: a droga em si, a personalidade do indivíduo e o ambiente.

 

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